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Ação da PF contra Jaques Wagner gera temor no governo e afeta discurso de Lula para campanha

A operação da Polícia Federal contra o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), provocou temor no entorno do presidente Lula (PT) pela avaliação de que trouxe a crise do Banco Master para o Planalto e de que pode amortecer o discurso da campanha petista contra Flávio Bolsonaro (PL).
O então presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao anunciar Jaques Wagner (PT-BA) como líder do governo no Senado, em dezembro de 2022, durante o governo de transição - Pedro Ladeira/Folhapress
O então presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao anunciar Jaques Wagner (PT-BA) como líder do governo no Senado, em dezembro de 2022, durante o governo de transição - Pedro Ladeira/Folhapress

Além de líder do governo no Senado, Jaques Wagner é uma figura influente no PT e tem relação pessoal com Lula, que por vezes o chama de "meu galego". Ele foi fundador do partido, governou a Bahia e também foi ministro da Defesa e da Casa Civil durante o governo de Dilma Rousseff (PT).

Lula e Jaques Wagner conversaram após a operação, segundo o senador. "Ele fez questão de me ligar, se solidarizar comigo", narrou o parlamentar, que negou ter recebido repasses do Master, em entrevista à Band.

Mas, segundo aliados, Lula avalia como insustentável a permanência de Wagner na liderança do governo. O presidente não deverá destituí-lo, mas espera que essa iniciativa parta do próprio senador.

Com aval de Lula, ministros e integrantes do Governo da Bahia se lançaram em uma operação de convencimento de Wagner para que ele entregue o cargo e esperam a decisão, no máximo, até segunda-feira (22).

Após a operação da PF, Lula telefonou duas vezes para Wagner. Segundo aliados do presidente, nas duas conversas, não puderam discutir uma sucessão na liderança do governo devido ao abalo emocional do senador.

De acordo com eles, foi Lula quem sugeriu que Wagner concedesse uma entrevista para dar explicações. Mas, dentro do governo, a avaliação é de que elas foram insuficientes.

Interlocutores do presidente narram incômodo pela exposição do chefe do Executivo e avaliam que o parlamentar exagerou ao narrar o contato. Na mesma entrevista, Wagner disse que permaneceria no cargo, a menos que Lula decidisse o contrário.


Com informações da Folha de São Paulo


 
 
 

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