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Celebrações de Sete de Setembro com tarifaço e julgamento será ainda mais polarizado no Brasil


Desfile de 7 de Setembro na Avenida Mascarenhas de Moraes, na Zona Sul do Recife — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press
Desfile de 7 de Setembro na Avenida Mascarenhas de Moraes, na Zona Sul do Recife — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press

As manifestações de rua convocadas para o Sete de Setembro em todo o Brasil evidenciam o clima de polarização no país, mais acirrado este ano com o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que começou na quinta-feira e continua na próxima semana. O Supremo Tribunal Federal (STF) analisa uma suposta trama golpista, envolvendo o ex-presidente e seus aliados.

Embora o ano não seja de eleição, tarifaço e julgamento se entrelaçam e antecipam o debate sobre a disputa eleitoral de 2026. Na guerra ideológica, a extrema-direita e o campo progressista rivalizam com as narrativas e o poder de adesão. Domingo, no Recife, em horários distintos e em pontos extremos, conservadores e esquerdistas vão demarcar sua independência. 

Grupos progressistas exaltarão a soberania nacional. No Centro da cidade, organizam o “Grito dos Excluídos”, a partir das 9h, no em Parque Treze de Maio. Vão derrubar a ideia de anistia e criticar o tarifaço. Horas depois, defensores de Bolsonaro se concentram na Avenida Boa Viagem, Zona Sul, a partir das 14h, para o “Todos na Rua”. 

“A polarização é bem-vinda quando respeitada entre as partes. Em um regime democrático é bom que isso aconteça. As pessoas têm o direito de ir às ruas reivindicar seus direitos. Entretanto, pode tornar-se perigoso quando ataca o que as instituições estão fazendo,  tentando enfraquecê-las”, alerta o cientista político Hely Ferreira.

 
 
 

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