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Comparar crescimento de Garanhuns em 2021 com ano anterior, sob pandemia e lockdown, não é parâmetro

Atualizado: 21 de dez. de 2021

Em mídias sociais alguns celebram ‘recorde na geração de emprego em Garanhuns em 2021’ , ‘em comparação a todo o ano de 2020’ após matéria exibida em TV regional.

*Por Marcelo Jorge

Retrato que marcou comércio de Garanhuns em 2020. (BrasilNordeste)
2020 foi um ano de medo, dúvidas, incertezas e perdas. Muitas perdas.
Em uma publicação que circula nas mídias sociais, se tenta passar a impressão de que temos hoje, condições favoráveis na geração de emprego e renda neste município.

O fechamento de postos de emprego no ano de 2020, indubitavelmente foi também recorde. Do vendedor de amendoim torrado ao empresário de maior faturamento, nenhum deles escapou da ‘quebradeira’ a da triste decisão de – metaforicamente falando - sacrificar algumas ovelhas para não ter que abater todo o rebanho, isto é gerar demissões para não encerrar definitivamente as atividades empresariais.

Portanto, de cara, comparar o desempenho de qualquer setor e em especial o desenvolvimento econômico no mundo, de qualquer ano com 2020, é algo injusto

Se o emprego em Garanhuns ‘cresceu mais’ em 2021, certamente não foi por investimentos ou atração de novas empresas feitas neste ano, porque efetivamente isso não aconteceu!

Acredito que qualquer governo bem intencionado – aqui ou em outro lugar – está lutando para CRIAR AMBIENTE FAVORÁVEL para retomada do seu desenvolvimento no pós pandemia.

E torcemos todos por isso.

RADIOGRAFIA DOS ÚLTIMOS ANOS EM GARANHUNS

Porque se olharmos para a última década, Garanhuns já vinha recebendo olhares de ‘desejo’ por parte do mercado investidor, o que se consolidou efetivamente com a chegada de empresas nacionais como Magazine Luíza, Casas Bahia, Drogasil e Farmácias Pague Menos, franquias no modelo da Cacau Show regionais a exemplo da Eletro Shopping, Kosméticos, além dos gigantes do mercado nacional Assaí; internacionais como o Todo Dia (Walmart) e mais recentemente Atacadão (Carrefour), além do nascimento de empresas da terra, como o suntuoso ponto de compras e de encontros saudáveis ‘Galeria Rui Barbosa’ e ‘Arena Difusora’ – esta última, infelizmente, desativada por motivos da pandemia - .

Nos últimos anos também passaram a funcionar dezenas de novos escritórios de advocacia, ortodontia, arquitetura, engenharia, laboratórios, clinicas médicas e de estética, barbearias, salões de beleza, gastronomia nas suas mais variadas apresentações, imobiliárias e pet shops.

Além disso, Garanhuns ainda assistiu a ampliação de ‘pratas da casa’ a exemplo da Casa das Balas, da Albuquerque Odontologiamais um orgulho de Garanhuns para Pernambuco,- dezenas de lojas de confecções entre outros setores de menor porte, mas não de menor importância.

Também foram construídos mais de uma dezena de novos condomínios e surgiram instituições de ensino como a UNOPAR, FAMEG e UFRPE.

Resumindo: Garanhuns NÃO SE TORNOU mas JÁ ERA DESDE ENTÃO, um ambiente favorável de investimentos. Só está (e graças a Deus) seguindo seu destino de “Tendência às alturas”, como prega sua bandeira.

2020 não é comparativo para nada. Foi ano de reflexão, introspecção e perdas. Muitas perdas.

Ponto.

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