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Débora Almeida: Coragem para enfrentar a violência política contra as mulheres

Durante o episódio ocorrido em novembro de 2023 na Alepe, quando da relatoria sobre o orçamento do estado assumido pela deputada saobentense na Comissão de Finanças, a mesma já dava mostras de que não abriria mão do respeito devido ao seu cargo e nem se dobraria para o machismo (ainda) presente na política brasileira.

*Por Marcelo Jorge



Desde quando foram registrados os primeiros indícios de crise entre a presidência da Alepe com a governadora Raquel Lyra (PSDB), a deputada Débora Almeida já vinha demonstrando firmeza nas suas convicções políticas, sem no entanto encarnar qualquer tipo de imposição aos pares para que adotem esta mesma postura. Na visão de Débora, que já vem de experiências no Executivo Municipal e também na Procuradoria Federal na qual é concursada, a justiça em defesa dos seres humano, sejam homens ou mulheres, deve nortear as decisões em qualquer esfera da vida privada ou pública.

Com o recente e lamentável episódio dos áudios vazados na Alepe e revelados pela imprensa das palavras com um profundo teor de preconceito e desrespeito proferidas - mesmo sem saber que viriam a se tornarem públicas - pelo Deputado Álvaro Porto (PSDB) e que atravessaram  fronteiras, provocando uma sensação imediata de repúdio pelos mais diversos entes, vem à tona uma realidade que também é triste: Assim como poucas mulheres da vida pública se solidarizaram com a mulher governadora agredida, pouquíssimas pernambucanas perceberam a atitude também grotesca contra Débora Almeida, quando na ocasião da relatoria sua autoridade na presidência da Comissão que legitimamente representa, foi usurpada sem qualquer comunicação pelo mesmo autor hoje, das palavras contra Raquel.

Nesse viés, além de detalhar em quase todas as suas entrevistas a questão desse tipo de violência vivenciada diuturnamente pelo gênero feminino na política, Débora, que sempre defendeu as mulheres tanto quando prefeita de São Bento do Una, como também à época como Secretária da Mulher na AMUPE e atualmente o faz na Assembleia Legislativa, mostrando sua preocupação com os demais tipos de agressões, recentemente assinou uma matéria de opinião publicada na ‘Folha de Pernambuco’ sobre  ‘A importância de se discutir a violência doméstica no Brasil’ na qual narra, entre outros aspectos, sobre o silêncio em torno da violência doméstica que torna-se um obstáculo significativo para sua erradicação” (Leia matéria aqui)   


Desta forma, o silêncio perturbador de muitas mulheres, incluindo-se aí uma significativa maioria destas na própria ALEPE, colegas deputadas de Débora que representam milhares de outras pernambucanas, em defesa do preconceito (re)velado contra a Governadora, bem como dos seus direitos e da dignidade de todas as demais, ainda entristece quem faz da sua vida uma luta constante pelo coletivo.



 


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