ELEIÇÕES 2026 - Miguel Coelho dá sinais de que vai abandonará projeto político de João Campos
- Marcelo Jorge

- há 16 horas
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É cada vez mais notório nos meios políticos e para quem acompanha a atual cena política em Pernambuco que as recentes declarações e posicionamentos recentes de Miguel Coelho indicam que o ex-prefeito de Petrolina já faz uma leitura fria e pragmática do atual momento político vivido por João Campos.

Diante de uma gestão marcada por episódios de desgaste público, ruídos institucionais e dificuldades de articulação — como ficou evidente no caso envolvendo a Procuradoria e outras decisões mal conduzidas —, Miguel começa a se reposicionar com cautela, sinalizando afastamento de um projeto que, hoje, não transmite a segurança política de outrora.
A fase delicada enfrentada pelo prefeito do Recife ganha ainda mais peso por ocorrer às vésperas de um ciclo eleitoral decisivo. Nesse período, erros custam mais caro, o tempo para correções é curto e a tolerância do eleitor diminui sensivelmente. É justamente nesse ambiente que aliados passam a recalcular estratégias e revisar apostas. Miguel Coelho parece compreender esse movimento com antecedência e evita permanecer atrelado a um projeto que chega enfraquecido ao momento crucial da disputa.
O restabelecimento do diálogo com a governadora Raquel Lyra e as articulações em torno de um possível caminho ao Senado reforçam essa leitura. Mais do que um projeto pessoal, trata-se de uma operação típica de sobrevivência política. Miguel percebe que a candidatura capitaneada por João Campos deixou de ser um porto seguro e passou a representar um risco estratégico.
À medida que o prefeito do Recife enfrenta dificuldades administrativas e perde densidade política, o espaço para uma construção estadual robusta se estreita. O resultado é previsível: aliados se afastam, o entusiasmo esfria e ganha corpo a percepção de que a candidatura pode nascer sob o signo da vulnerabilidade.
Na política, projetos fortes atraem; projetos frágeis geram deserções silenciosas.
Nesse contexto, Miguel Coelho desponta como um dos primeiros a promover um distanciamento calculado do entorno de João Campos. Não se trata, por ora, de ruptura aberta, mas de um reposicionamento tático — típico dos momentos que antecedem reveses eleitorais, quando aliados procuram saídas antes mesmo da largada oficial da campanha.
O sinal é claro: a fase negativa da gestão recifense já cobra um preço político concreto. E, se o quadro não se reverter, João Campos corre o risco de chegar à disputa pelo Governo do Estado não apenas fragilizado diante do eleitorado, mas também politicamente isolado entre aqueles que deveriam sustentar sua caminhada.













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