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ESPIRAL DO SILÊNCIO: Eleitores ainda demonstram apatia política, "contaminando" pesquisa eleitoral

*Marcelo Jorge

Enquanto os que acompanham a política partidária ‘do lado de dentro’ ainda se impressionam com os números mutantes - e divergentes - das pesquisas eleitorais o eleitor por enquanto não responde esses números com convicção.

Em um cenário totalmente atípico, quando grande parte da população tenta restabelecer suas atividades pessoais e profissionais, prejudicadas pelo Covid-19 e iniciando o processo de pós-pandemia (será mesmo pós?), nada nos números até agora pode ser considerado definitivo.

A entrada enfim de Marília Arraes (SD) na corrida eleitoral para o Governo de Pernambuco, após uma novela que se arrastou por meses entre a deputada federal e o seu antigo partido, o PT, deu uma natural visibilidade acompanhada de um ‘acolhimento’ do seu eleitor, recall – isso é, lembrança -, ainda da campanha anterior.

Os números se tornam portanto favoráveis ao seu nome em detrimento dos pré-candidatos que vem desde o final de 2021 com uma exposição mais frequente casos de Raquel Lyra (PSDB) e Miguel Coelho (UB) e também por isso, mais desgastados e entrando em um processo de ‘envelhecimento do discurso’. Mas, possivelmente o Marketing de ambos já deve estar cuidando para reposicionar suas pré-candidaturas. Ou quem sabe até mesmo outra estratégia poderá estar sendo implementada entre ambos, como uma união ampla.

No caso de Anderson Ferreira (PL), o único que já saiu em pré-campanha com o seu postulante ao Senado, Gilson Neto (PL), sendo a alternativa única de todos os conservadores do estado, não pode ser ignorado. O eleitor 'bolsonarista' é fiel, assim como os fiéis cristãos que acompanham Ferreira, ex-prefeito da segunda maior cidade de Pernambuco e de origem evangélica. Além disso, para quem defende que a participação da 'máquina estadual' pode mudar uma campanha, convenhamos que por esse critério, a máquina federal é bem superior.

Com as tais pesquisas – sem se desfazer da importância da maioria delas -, alguns políticos de mandato também passam a buscar ‘um outro lado’, que demonstre maior comodidade, maior perspectiva de sucesso, ensejando um caminho mais assertivo para a vitória. Isso vem derretendo o pré-candidato do Palácio, Danilo Cabral (PSB) até agora patinando em um dígito em todos os levantamentos. Com a ação dos prefeitos aliados do PSB e uso da forte máquina estadual, certamente, Cabral deve subir nas próximas pesquisas.


Além disso, existe um fenômeno do qual já escrevemos aqui em outra oportunidade que é o ‘Espiral do Silêncio’, - compreenda no box abaixo - um fenômeno ocasionado também pelo crescimento das mídias sociais e no qual o eleitor não responde às pesquisas de forma sincera, mas conforme o que vem ouvindo e acompanhando na mídia tradicional e na Internet, receoso de não estar seguindo ‘a maioria’.

No decorrer da campanha, no entanto, esse eleitor passa a escutar os candidatos, suas posturas e propostas, seu histórico, seus apoiadores e a partir disso inicia seu juízo de valor, buscando afinação com os postulantes que tem um pensamento semelhante aos seus e que supostamente podem suprir suas principais demandas.


ESPIRAL DO SILÊNCIO

A teoria criada pela cientista política alemã Elizabeth Noelle-Neumann (1916–2010), que explica claramente o poder de influência sob outrem, a Espiral do Silêncio, publicada originalmente em 1964, ganha corpo e pernas eleição após eleição, numa metamorfose de mentiras e falsas esperanças no ápice do século da super tecnologia e da internet.

Neste modelo de opinião pública, a ideia central é que os indivíduos omitem sua opinião quando conflitantes com a opinião dominante devido ao medo do isolamento, da crítica, ou da zombaria. — Wikipedia

A verdade é que dificilmente um candidato se sustenta à frente de uma pesquisa por muito tempo, havendo oscilações dos números em razão de mudanças de conjuntura, episódios isolados como os de razão trágicas – lembrem-se de Eduardo Campos durante a campanha de 2014? - ou até mesmo escândalos durante a campanha que modificam o interesse do eleitor.


No mais, a hora está chegando. Mas, a onça que vai beber água em outubro ainda está saindo da toca, avaliando a cena, preparando discursos e por fim juntando recursos e aliados para não sair sozinha. Afinal, a selva política este ano está polarizada, perigosa e imprevisível...


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