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VIVA GARANHUNS E VIVA DOMINGUINHOS: E que a essência das homenagens seja mantida

Com a celebração do ‘Viva Garanhuns’, evento que mesmo mantendo forma e objetivo artístico da sua origem, não pode mais carregar – segundo a gestão municipal ‘por falta de acordo com a família do músico -, o nome do artista, levanta-se a possibilidade do veto do seu nome em outros espaços.

*Por Marcelo Jorge

Um grande evento, nascido de uma grande ideia e acima de tudo uma mais que justa reverência ao artista, falecido no dia 23 de Julho de 2013, que nunca deixou de enaltecer e reverenciar a cidade na qual foi gerado.

Essa foi a essência da criação do Festival ‘Viva Dominguinhos’ no ano de 2014, que teve início logo após a morte do artista e a idealização de sepultá-lo em Garanhuns.

Na batalha inicial, obviamente anterior à criação do evento, estiveram envolvidos nomes como os do radialista Geraldo Freire (atualmente brilhando na CBN Recife), do publicitário garanhuense Zé Mário Correia, fundador da premiada agência ‘Avesso Mercado’, foi concretizada principalmente pelo empenho do filho de Dominguinhos, Mauro José Moraes - in memoriam- e de outros admiradores do músico. Através destes, inclusive, foi promovido o traslado do corpo do sanfoneiro, cantor e compositor, discípulo de Luiz Gonzaga, que o nomeou como seu herdeiro musical.

Exímio sanfoneiro, José Domingos de Moraes gravou 42 discos e ganhou dois prêmios Grammy Latino. Foi compositor de centenas de sucessos nacionais, como “Isso Aqui Tá Bom Demais”, “Eu Só Quero um Xodó”, “De Volta para o Aconchego e outras tantas músicas eternizadas na cena musical do país.

Assim, os amigos e a sensibilidade do então Governo visionário de Izaías Régis cumpriram um dos últimos desejos do artista que era o de ser sepultado na terra que ajudou a enaltecer. Para efetivar as justas homenagens, um mausoléu foi erguido no Cemitério de São Miguel, no bairro da Boa Vista e a vinda do seu corpo da Capital à Garanhuns foi transformada em um momento de tributo, com imagens espalhadas para todo o mundo.

Também em Garanhuns, Dominguinhos recebeu homenagens em vida, durante uma das edições do FIG

Polêmicas à parte, a mudança do nome desse já consagrado evento para ‘Viva Garanhuns’, assim como a recente reformulação de ‘Magia’ para ‘Encantos’ do Natal, também demonstram que a mudança de embalagem não descaracteriza a forma original da criação. O evento tem uma história, um DNA e os protagonistas das edições anteriores, público e artistas, não podem ter deletados destas memórias.

O dilema atual é se as homenagens já empreendidas, como a estátua ao músico garanhuense, que foi produzida carinhosamente pelo Mestre artesão José Veríssimo e inaugurada após consulta popular na Praça Mestre Dominguinhos do dia 25 de Abril de 2015 (foto), o próprio nome desta Praça e até mesmo o mausoléu, no cemitério local, sejam aos poucos também reformuladas.

E tem mais: Desde o dia 04 de Julho de 2017, através da Lei 13.461 de autoria do então senador Armando Monteiro (PTB-PE), o trecho da BR-423 entre as cidades de São Caetano e Garanhuns, passou a ser chamado de ‘Rodovia Mestre Dominguinhos’.

Em nenhum momento a família do artistas se opôs a estas homenagens.


As próximas menções, como a proposta de nomear o futuro Hospital Regional do Agreste de ‘Mestre Dominguinhos’, também estão sob ameaça de disputa judicial?

Enfim: Até onde o nome que imortalizou o ‘Neném de Garanhuns’ vai poder ser utilizado na sua terra de origem, de forma respeitosa, sem o risco iminente de tornar-se alvo de ação judicial ou familiar?

Vamos aguardar e até lá, vivenciar o ‘Viva Garanhuns’.

Mas que as homenagens ao Mestre sejam sempre a tônica desse grande evento artístico, produzido com recursos públicos municipais, mantendo-se a saudação que já tornou-se cultural para os pernambucanos e brasileiros desde 2014: ‘Viva Dominguinhos’!

Imagens: Mídias Sociais/Arquivos diversos de Internet

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