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O impacto da operação da Polícia Federal na prefeitura de Garanhuns e seus desdobramentos eleitorais

Mesmo longe de caracterizar qualquer finalidade eleitoral e muito menos política, a presença da Policia Federal conduzindo uma diligência técnica em um órgão público, sempre fomenta debates e certamente causa um fato novo a ser explorado por oposicionistas

*Por Marcelo Jorge

Há apenas 4 meses e 10 dias das eleições municipais 2024, uma abordagem policial, até então inédita em Garanhuns, contra um governo em qualquer esfera e efetivada pelo mais preparado órgão de segurança pública do país, a PF, certamente já tem a capacidade de criar uma atmosfera de desconfiança perante o eleitorado local.

Afinal, após uma série de atos de corrupção registrados em várias partes do país, nas últimas décadas, envolvendo diversos agentes públicos federais, estaduais e municipais, o eleitorado brasileiro vem fortalecendo seu sentimento de repúdio como também acendendo uma luz de alerta. Desta forma, um processo que possa incitar um impeachment ou, a médio prazo, a resposta das urnas, são as reações mais enérgicas para a remoção do cargo público de homens ou mulheres que atentem contra a honestidade deste serviço, utilizando o abominável expediente da corrupção.

Em relação à ‘Operação Helvécia’, protagonizada pela Policia Federal por solicitação do Ministério Público Federal, certamente ainda se aguarda uma definição mais clara desta ação contra a prefeitura de Garanhuns que visa, segundo nota da PF, esclarecer as relações obscuras do governo municipal com uma empresa que, sem o devido preparo para atender as necessidades da população, pode ter causado um grave rombo nos cofres público do município, além de ter utilizado verbas federais indevidamente, com utilização de recursos do antigo FUNDEF (atual FUNDEB). Fala-se em valores que aproxima-se dos 18 milhões de reais.

IMPACTOS NA GESTÃO - A verdade é que, do ponto de vista administrativo esse fato inusitado ‘trava’ muitas das ações que vinham sendo celebradas pela gestão municipal, bem como a coloca ‘sob suspeita’, já que recentemente foi rejeitada por esta administração socialista a presença do Governo do Estado na realização do FIG, quando o município de Garanhuns abriu mão de algo em torno de 17 milhões que estariam já destinados ao evento.


POSSÍVEIS IMPACTOS NA ELEIÇÃO - Já do ponto de vista político e eleitoral, a presença da PF com o intuito de recolher supostas provas dos indícios levantados pelo Ministério Público Federal,  dentro de uma clara operação policial - negada pela prefeitura, mas comprovada através da Nota posterior da própria PF -, já começa a dar sinais de que o pré-candidato a reeleição assentado na cadeira principal do Palácio Municipal, terá que rever suas estratégias durante a campanha, caso venha mesmo a disputar o cargo que, por hora, ocupa.  Tudo dependerá do desdobramento, ou não, desta operação e a gravidade dos fatos que dela sobrevirão.  

Como Consultor Político, enxergo um gargalo instalado no discurso a ser adotado daqui pra frente pelo gestor, até porque a oposição, apesar de entristecida pelo prejuízo da imagem de Garanhuns na mídia, em um momento no qual o foco deveria ser uma bela chamada para o FIG, está fortalecida pela munição fornecida pela própria gestão e que certamente será explorada incansavelmente durante a campanha eleitoral.


Um outro fato que incomoda muita gente, é o silencio de absolutamente todos os vereadores da base e outros apoiadores do prefeito, beneficiários da gestão e que estavam sempre a postos em defesa do seu líder. Silêncio sepulcral. Esse silêncio, com exceção dos seus familiares políticos, que obviamente desejam minimizar o impacto desse episódio no nome da família, evidencia fortes e claros sinais de que o time governista sofreu um duro golpe.

 

*Marcelo Jorge é Consultor Político, Jornalista, Radialista âncora do Programa ‘Leitura Ampla’ pela Rádio FM Sete Colinas (100,5 Mhz), Mestre de Cerimônias e Publicitário.

  


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