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Presidente eleito deve assumir o país com a maior oposição já formada em inícios de Governos

Diferente dos seus dois primeiros mandatos no maior expressivo cargo político do país, o petista que teve gestões marcadas por escândalos de corrupção, prisão de aliados e que passou também 580 dias preso, não terá um governo sem fiscalização
Foto: Marivaldo Oliveira/Estadão Conteúdo

*Por Marcelo Jorge


Diferentemente de outras finalizações de eleições presidenciais no Brasil, as disputas acirradas de 2022, com extrema polarização que sequer deu espaço para a instalação de uma suposta ‘3ª via’, não dá sinais de que vai ser contornada com o início de um novo governo de esquerda no país.

À exemplo de países da América do Sul como o Chile, a Argentina e a própria Venezuela, que assistiram intensas manifestações quando da posse de governos locais contrários à grande parte da população, os brasileiros conservadores que vinham ganhando o costume de ir às ruas em manifestações patrióticas e democráticas, voltaram a ocupar os espaços públicos e principalmente as frentes de unidades militares, explicitando uma postura de não aceitação dos resultados das urnas, aos quais consideram ilegítimos.

Diferentemente da paralisação inicial dos caminhoneiros, com a qual próprio Bolsonaro não concordou e que causou embaraços para a população, as atuais manifestações são legítimas. Elas estão em quase todo o país e foram iniciadas logo após o fechamento das urnas que definiram o 2º turno, quando apresentaram uma apertada vitória do líder do PT, com cerca de 2 milhões e meio de votos à frente do atual governante Jair Bolsonaro (PL), considerada a menor diferença em resultados eleitorais no pais em toda a sua história política.

No entanto, o resultado das urnas não convenceu a maioria dos eleitores de direita que atribuem à vitória do petismo à supostas irregularidades no processo, como a interferência da Justiça eleitoral em favor do candidato vencedor.

Mostra dessa posição judicial vem sendo mostrada com as prisões, perseguições e derrubada de mídias sociais de apoiadores de Bolsonaro, dentre estes empresários, artistas, influenciadores digitais e até mesmo parlamentares com mandato e imunidade, caracterizando interferência entre poder. Trata-se do nebuloso inquérito das ‘fake News’, que curiosamente não atingiu nenhum dos simpatizantes e militantes da esquerda, apesar destes atacarem diuturnamente e constantemente a figura presidencial, símbolos pátrios e instituições, mediante notícias falsas.

Além desses fatos, a criação de um ‘consórcio’ de veículos de comunicação formado pela grande mídia nacional, que perdeu receita e faturamento no atual governo e que foi responsável por desgastar a gestão Bolsonaro, omitindo suas obras relevantes como também os explícitos casos de corrupção da era PT, comprovados inclusive, em muitos casos, através da devolução de bilhões em recursos públicos.

Tudo isto também fortaleceu o sentimento conservador dos indícios de fraudes e conluio, ampliando a revolta popular.

Com todos esses ingredientes postos à mesa e a eleição de um congresso com a maior composição à direita desde a sua criação, caso assuma o cargo sem maiores intercorrências, o presidente Lula deve enfrentar inúmeros obstáculos, se porventura desejar impor quaisquer práticas ou implantação de ideologias contrárias ao pensamento conservador, hoje desperto no país. Inclusive, seus maiores desafios já vem sendo postos à sua equipe de transição, dentre estes a impossibilidade de com o atual orçamento, cumprir todos os compromissos de campanha elencados durante o período eleitoral. Outro ponto que enfraquece a chegada do novo executivo ao Palácio do Planalto é o mistério que ronda a composição do seu ministério, já que esta incógnita vem gerando por parte do mercado financeiro uma incerteza quanto ao futuro econômico do país, o que afugenta investidores.

Na esteira destas dificuldades e para complicar ainda mais a vida do novo governo, em tempos de internet com suas mídias mais amplas as manifestações vem crescendo e ganhando importância perante a comunidade internacional e alguns órgãos de imprensa na Europa e nos Estados unidos já começam a perceber que no Brasil atual, diferentemente de outros desfechos eleitorais, há algo de misterioso no ar, o que dá um ar de instabilidade eleitoral com hipotética possibilidade de existir “algo errado no ar”.


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