URGENTE: Desembargador libera cultos em Pernambuco

O desembargador também coloca na sentença histórias falsas que circulam nas redes sociais e já foram desmentidas, como a que a Organização Mundial da Saúde teria afirmado que lockdown não deve ser adotado em países pobres.

Por Guilherme Amado, da Revista Época/ Blog do Magno Martins


Com as UTIs do estado com 99% de ocupação, o desembargador Alexandre Guedes Alcoforado Assunção, do Tribunal de Justiça de Pernambuco, deu uma liminar (decisão provisória) liberando celebrações presenciais em igrejas, a pedido de um pastor evangélico.

A sentença de nove páginas do juiz repete argumentos bolsonaristas, como tratamento precoce e classificando as medidas restritivas do governo estadual como estado de sítio.


O desembargador também coloca na sentença histórias falsas que circulam nas redes sociais e já foram desmentidas, como a que a Organização Mundial da Saúde teria afirmado que lockdown não deve ser adotado em países pobres. Na verdade, entidade internacional reconhece importância de lockdowns para frear transmissão do coronavírus, mas ressalta que medida tem impacto negativo profundo na economia e não é sustentável a longo prazo.


“Essa abordagem (tratamento precoce), sim, diferente do que vem sendo feito, poderia impedir o agravamento do estado de saúde dos pacientes, ocasionando menos internações, liberando os leitos para aqueles que realmente precisam", redigiu.


"O lockdown tem sido adotado em praticamente todo o mundo, mas seus resultados são bastante questionáveis, revelando-se cruel nos países pobres e em desenvolvimento, o que levou a Organização Mundial de Saúde - OMS reconhecer que não deveria ser adotado nesses países”, escreveu, embora haja consenso entre os principais especialistas do país sobre a necessidade do isolamento social e não haja comprovação científica de que tratamento precoce funcione.


O desembargador está desde o começo de março em home office.

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