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Você sabe a diferença entre pesquisa eleitoral QUANTITATIVA e QUALITATIVA?

A importância das pesquisas neste período das pré-campanhas, para quem já está envolvido na pretensão – sua ou de outrem – de candidatar-se, já pode nortear os próximos passos em uma das eleições mais difíceis desde a redemocratização

*Marcelo Jorge

Pesquisa eleitoral, todos sabem, é retrato de momento. No entanto, mesmo com o risco da contaminação dos levantamentos por uma pandemia que ainda não se foi e por um início de guerra no leste europeu e sem data para término, já reina no Brasil uma motivação de pré-candidatos e grupos políticos nacionais ou regionais, a iniciarem um enfrentamento nas suas mídias sociais.

O fato é que a população – excetuando os atores políticos e seu entorno – ainda não tem muita clareza sobre o processo eleitoral, já que existem ainda outras demandas mais urgentes e não menos importantes para os eleitores. E sobreviver é uma delas.

Conversando, no entanto, com um proprietário de um renomado instituto de pesquisas do Nordeste, este me repassou que o sentimento dos seus colegas é de que, mesmo ainda timidamente, os eleitores já se dispõem a interagir nesses levantamentos técnicos.


Mas, você sabe de fato a diferença entre pesquisas QUALITATIVAS e QUANTITATIVAS?

Saber distinguir ambas as pesquisas, já é um bom início para “prever” que caminhos iniciais podem ser determinados para uma campanha eleitoral bem sucedida. Só o ‘achismo’ ou mesmo a ‘intuição’, não podem ser levados em conta, apesar de serem úteis, quando se tem um embasamento anterior, que possa gerar alguma previsibilidade do eleitor.

Portanto, os próprios termos já dizem muito sobre cada um dos métodos: um é sobre a qualidade das respostas e o outro levanta a quantidade, em números, de chances que cada candidato tem.

Assim, a pesquisa quantitativa tem objetivo numérico e aponta a frequência ou intensidade de um comportamento, sem investigar suas causas ou aprofundar nos fatos.

As pesquisas quantitativas são amplamente utilizadas em pesquisas de intenção de voto ou de rejeição de candidato. Geralmente essa modalidade resulta em dados de simples análise e é uma excelente ferramenta para fomentar a discussão política durante o período de campanha.

Contudo, pensar que os números coletados se resumem a uma corrida simples e sem obstáculos é um dos maiores erros dos comitês de campanha. Para evitá-lo, a melhor arma é a pesquisa qualitativa (também chamada de ‘Quali’).

A pesquisa qualitativa é exploratória e pode resultar em insights poderosos para os candidatos ao pleito.

Um candidato desconhecido ou impopular pode alimentar suas estratégias de forma assertiva com os resultados de uma campanha qualitativa.


E aí, já contratou um bom instituto de pesquisas? Se ainda não o fez, chegou a hora da sua primeira. Se bem produzida e principalmente lida corretamente, certamente ela pode (e vai) lhe surpreender!

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