• Marcelo Jorge

Minha experiência com o Covid-19. Minha gratidão pela vida.

Quero contar um pouco do que vivi, no isolamento de 14 dias + 48 horas, imposto pela presença do Covid-19 em meu corpo.

*Marcelo Jorge

Há 16 dias, estive literalmente dormindo e acordando com o inimigo.

Detectado com o SARS-COV 2, vulgo ‘Covid-‘9’, responsável pelo mal que ceifou a vida de milhares de pessoas em todo o mundo, entre estes muitos amigos, conhecidos e parentes meus, eis que recebo nesta manhã de sexta feira (18) alta médica.

Não tive sintomas graves, é certo, mas fica na lembrança e ainda no meu corpo a ausência de paladar e de olfato. Fica além disso, uma ponta de medo e incerteza do que será o futuro da humanidade convivendo, ao que parece, com a ameaça constante desse vírus, cuja descoberta de uma vacina eficaz, ao invés de tornar-se o alivio, transformou-se em debate com viés político e financeiro.


Recordo-me dos que se foram sem sequer despedirem-se ou terem direito a um velório ou homenagens dos seus. Lembro-me também dos que neste momento estão agonizantes em busca de leitos e, quando conseguem, quedam-se acompanhados apenas pelos valentes heróis da medicina e pela mão de Deus, padecendo nos hospitais de campanha mundo afora, alguns destes espaços já disputados por muitas mãos corruptas que desviam os recursos, indiferentes à dor humana.


Mas esse período ‘fora do ar’ literalmente, também me ficam grandes lições e gratidões: A primeira é a de que NADA escapa do controle de Deus, mesmo quando parece que a decisão deveria ser da ciência. Esta última não consegue lidar com um inimigo invisível a olho nu, com o diâmetro de 400 a 500 mícrons e que morre com água e sabão ou com álcool a 70%. Somente o Poder do Deus ao qual eu sirvo, torna-se a Grande Mão que lidera, permite a cura ou o desfecho final


Fica ainda minha gratidão a minha jovem esposa, Aryanne, que dedicou-se nestes dias, - como vem fazendo nos últimos dez anos - , a me auxiliar na condução da sua rotina do trabalho e da casa, sem se descuidar da minha saúde e alimentação.


Sou grato pelos primeiros atendimentos ao meu caso, com orientações da minha cunhada-enfermeira Aline Melry, insistindo na medição da saturação de oxigênio no meu sangue. Na sequencia, o acolhimento muito atencioso realizado pela fisioterapeuta realizado pela fisioterapeuta Aline e pela enfermeira Suzy, no Hospital Palmira Sales, parceiro da Prefeitura de Garanhuns, unidade na qual coincidentemente – ou não – nasci há 52 anos e aonde não havia voltado desde o nascimento. Lá após ausculta de pulmões e aferição do nível de saturação, recebi a orientação para o isolamento domiciliar;


Agradeço aos médicos Dra. Tereza Cristina, referência em Covid-19 na região do Agreste pernambucano, que por um áudio me deu as primeiras orientações sobre os procedimentos a partir da comprovação de contaminação; Agradecimentos também ao Dr. Antonio Coelho e filhos, que me acudiram com valiosas dicas e com a experiência deste brilhante médico com o Covid, infelizmente obtida após também ter passado por grave internação ocasionada pelo devastador vírus; Gratidão também à Dra. Cláudia Albuquerque e filhos, ela que ao lado do esposo Dr. Antonio Albuquerque, também foi vítima do vírus da China e cujas orientações sobre pontos do tratamento e condução da rotina de medicamentos foram imprescindíveis. A Dra. Cláudia diariamente me enviava pela manhã mensagens pelo WhattsApp, numa eficiente e confortante consulta virtual.


Três médicos, três amostras da solidariedade dos amigos que não mantém diplomas apenas pela vaidade. Sem remuneração alguma no atendimento do meu caso, mostraram atenção, preocupação e doaram seu tempo e conhecimento, colaborando na minha recuperação.

Aos meus irmãos, filhos(as), cunhadas, sogra, pastores e amigos próximos ou distantes que souberam deste estado - que não divulguei para todos -, e elevaram suas preces por meu restabelecimento, sem citar seus nomes para não ocorrer-me a omissão de alguns, resta-me manter-me em oração por cada um deles.


Após o meu confortável isolamento domiciliar, com roupas limpas, Ivermectina, Azitromicina, Vitaminas C, D, Zinco, Loratadina, Oxímetro, termômetro, alimentação adequada, tudo ao alcance das mãos e na companhia das minhas orações, da minha bíblia, no passar do tempo com a ‘Netflix’ e repousando o corpo, me sinto um privilegiado em meio aos que sequer atendimento conseguem e nem teriam onde se isolar, por não possuírem casa ou condições para tratamento. Continuo na luta, mas já sou mais que vencedor!

Só que a partir de agora sigo mais confiante no grande amor e propósito de Deus para minha existência, tão fulgaz, rápida, passageira.


Que sejamos úteis ao próximo e conscientes da nossa finitude...


Eu sobrevivi ao Covid. DEUS É MAIOR!


*Marcelo Jorge é Jornalista, Radialista e Consultor Político

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