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RECICLAR PARA GOVERNAR: Os desafios de um Lula do passado, perante os obstáculos do Brasil presente

As mudanças na política nacional e também internacional, que escancararam novos e desafiadores problemas, bem como a criação e fortalecimento de uma identidade conservadora por metade da população brasileira, terão que dar um novo tom à forma de governar do petista no seu terceiro mandato

*Por Marcelo Jorge

O mundo e suas relações mudaram para mim e para você.

Para os quase 8 bilhões de habitantes desse planeta também.

Os avanços da tecnologia, que tornaram a comunicação e tomada de decisões obrigatoriamente mais ágil, um inesperado ‘break’ com a pandemia do covid-19 que paralisou as atividades pessoais, sociais, profissionais e que apesar destes avanços deixou clara a fragilidade humana em meio ao caos, transformaram para sempre o funcionamento das instituições.

Na política ainda mais.

Será sob este novo e instável cenário que assumirá em 2023 os destinos do Brasil o presidente Lula da Silva (PT). Até porque, durante a campanha petista, não ficaram claros quais os caminhos que o novo governo deverá tomar em relação à economia, por exemplo.

A economia, que após o início dos anos 2000 foi generosa e benevolente com o mundo e com o Brasil do PT, já não estará lá, o que apesar de não tornar o cenário desesperador, exigirá dos novos governantes, novas ideias e inovações.

Partindo desse pressuposto, não será mais a partir de princípios ideológicos ou fisiológicos que se poderá governar um país como o Brasil.

Portanto, o primeiro grande desafio será a composição de um ministério não ideológico, com um entendimento amplo de um mundo interligado, no qual brasileiros de baixa renda agora tem contas em bancos digitais e a partir de aplicativos criados no Brasil como o popular PIX, por exemplo, movem significativa parte das economias locais e semelhante os aplicativos de transportes já fazem parte da cena diária para dezenas de milhões de trabalhadores . Temas recorrentes à esquerda como a reforma agrária com a invasão de propriedades, entrega de cargos no governo à nomes que não compreendem essas mudanças e geram desserviço à população e principalmente radicalismo de qualquer espécie, terão que ser banidos.

Além dessas pontuações DENTRO do governo, o presidente eleito ainda terá de governar um país com uma oposição muito sólida a qual, no Senado por exemplo, será composta na próxima legislatura por forte presença conservadora. Foram eleitos para a denominada ‘Casa alta’ da República’ nada menos que oito senadores todos filiados ao PL, legenda do presidente Bolsonaro. Com os senadores eleitos em 2018, a sigla terá 13 representantes que, tecnicamente, continuarão defendendo a mesma pauta.

A cena se repete na Câmara dos Deputados, na qual o PL contará com a maior bancada: serão pelo menos 99 parlamentares pertencentes à ala com posicionamento político mais à direita. Esta será a maior bancada na história do partido, mas certamente alguns abandonarão o posicionamento, como aconteceu na legislatura passada, quando parlamentares como Joyce Hasselman (SP), Alexandre Frota (RJ), Heitor Freire (CE), Julian Lemos (PB) Delegado Waldir, Júnior Bozella, Nelson Barbudo, Nereu Crispim, Felipe Francischini entre outros deputados eleitos na ‘onda bolsonarista’, e depois acusados de trair o presidente, os quais nas recentes eleições foram banidos pelos eleitores, sendo derrotados em seus estados e nas suas pretensões.

Portanto, quem espera que o novo governo do PT tenha semelhança com as versões anteriores, sob o governo de Lula e na sequencia, de Dilma Rousseff, pode se frustrar com os novos – e necessários - rumos que o governo petista deve tomar para garantir a governabilidade e se adequar ao moderno estilo de fazer política.


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